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    Guia de ROI para Software de Gestão Imobiliária

    Guia de ROI para Software de Gestão Imobiliária

    Quase todo comitê de investimento já viu uma planilha de ROI para software de gestão imobiliária que promete payback em nove meses. Poucos viram uma que resistisse a uma pergunta simples do CFO: "de onde vem esse número?". A resposta costuma ser "horas economizadas", multiplicadas por um custo médio de mão de obra, e o assunto morre ali. Este guia propõe outro caminho: calcular o retorno a partir de eventos que já acontecem no seu portfólio e que têm valor em reais, não em horas hipotéticas.

    Comece pelo que já está vazando

    Antes de olhar para qualquer proposta comercial, levante três números do último exercício. Primeiro: quantos contratos tiveram reajuste aplicado com atraso ou não aplicado, e qual foi o valor não faturado. Segundo: quantas renovações foram negociadas com menos de 90 dias de antecedência, o que normalmente significa aceitar as condições do locatário. Terceiro: quantos dias de vacância cada unidade acumulou entre a saída de um locatário e a assinatura do próximo, e quanto isso custou em aluguel não recebido e encargos absorvidos pelo proprietário.

    Esses três números são o denominador honesto do seu ROI. Um software de gestão de locações não cria receita nova; ele reduz a fração dessa receita que hoje escapa por falta de visibilidade. Se o vazamento for pequeno, o retorno será pequeno, e não há problema em descobrir isso antes de assinar um contrato de licenciamento de três anos.

    Os cinco componentes do retorno em imóveis comerciais

    Em portfólios de shopping centers, galerias e lajes corporativas, o retorno de um software de gestão de imóveis comerciais se distribui de forma bastante previsível. A ordem de grandeza varia por ativo, mas a estrutura se repete:

    • Reajustes e cobranças recuperados. Contratos com índices diferentes, datas-base diferentes e cláusulas de degrau escondem erros que só aparecem quando alguém audita o rent roll linha a linha. Um sistema de administração de contratos de locação que dispara o reajuste na data certa transforma essa auditoria em rotina.
    • Renovações negociadas com antecedência. O valor aqui não é a hora do gestor; é a diferença entre renovar com o locatário sabendo que você não tem alternativa e renovar com dados de desempenho na mão.
    • Vacância encurtada. Saber com 12 meses de antecedência quais contratos vencem, quais locatários estão com vendas em queda e quais lojas estão em zonas de baixo fluxo permite começar a comercialização antes da devolução das chaves.
    • Cobrança de aluguel variável. Quando a receita depende de um percentual sobre vendas, cada mês em que o locatário reporta com atraso ou reporta números não conciliados é receita adiada ou perdida.
    • Tempo de fechamento e relatórios para investidores. Este é o único componente onde faz sentido contar horas, porque o relatório mensal para o fundo ou para o banco tem prazo e penalidade reputacional.

    Onde entram os dados de fluxo e de vendas

    Um software de gestão de locação comercial que trabalha apenas com o texto do contrato responde à pergunta "o que foi acordado". Ele não responde "esse locatário vai renovar" ou "essa loja vale o aluguel que estamos pedindo". Para isso, o gestor precisa cruzar três camadas: o contrato, as vendas declaradas pelo locatário e o fluxo de visitantes que passa pela porta.

    É exatamente essa combinação que o VemLease, o VemTenant e o VemCount formam. O VemLease cuida do ciclo do contrato, dos vencimentos e da gestão de vacância; o VemTenant, em operação desde 2013, recebe e compara as vendas reportadas pelos locatários; e o VemCount fornece a contagem de visitantes por entrada e por zona. Quando um locatário argumenta na renovação que "o movimento caiu", o proprietário consegue verificar se o fluxo do corredor realmente caiu ou se a conversão da loja é que piorou. Isso muda a negociação e, portanto, muda o ROI.

    Sobre a contagem de visitantes, vale ser preciso: a acurácia contratual mínima é de 96%, e na prática fica tipicamente entre 98% e 99% quando iluminação, layout e comportamento dos visitantes permitem. Não é 99% garantido em qualquer entrada, e um fornecedor que promete isso sem ressalvas merece desconfiança.

    Custos que a proposta comercial não mostra

    Quem já implantou um sistema desse tipo sabe que a licença raramente é o maior custo do primeiro ano. O maior custo é a abstração dos contratos: alguém precisa ler cada aditivo, cada carta de renegociação e cada acordo verbal registrado em e-mail, e transformar tudo em campos estruturados. Em um portfólio com contratos antigos, isso pode consumir mais horas do que toda a configuração do software. Um erro comum é delegar essa tarefa a estagiários sem revisão jurídica, e descobrir seis meses depois que metade das cláusulas de reajuste foi cadastrada com a data-base errada, o que simplesmente transfere o vazamento antigo para o sistema novo.

    Inclua na conta também a integração com o ERP financeiro, o treinamento de quem vai operar o sistema de fato (não de quem assina o contrato) e o custo de manter dois sistemas em paralelo durante o período de transição. Uma regra prática: se a proposta não menciona migração de dados como item separado, o orçamento está incompleto.

    E para operadores de multifamily e residencial?

    A lógica do cálculo é a mesma, mas o peso de cada componente muda. Em residencial, a vacância e a rotatividade pesam mais do que o aluguel variável, e a experiência do morador vira um fator de retenção. Ao avaliar um software de gestão imobiliária para esse segmento, exija do fornecedor que demonstre como o sistema registra o ciclo de vida do contrato, como alerta sobre vencimentos com a antecedência que a sua operação precisa e como os relatórios de ocupação se conectam ao fluxo de caixa. Se o ativo tiver componente comercial no térreo, o mesmo raciocínio de fluxo e vendas se aplica a essas unidades.

    Um cálculo que sobrevive ao comitê

    Monte o caso de negócio em três colunas. Na primeira, os vazamentos medidos do último ano, em reais. Na segunda, a fração de cada vazamento que você acredita, de forma conservadora, poder recuperar no primeiro ano: não use 100% em nenhuma linha. Na terceira, o custo total do primeiro ano, incluindo licença, migração, integração e o tempo da equipe. O ROI é a segunda coluna dividida pela terceira. Se o resultado depender de uma única linha, a de renovações, por exemplo, o caso é frágil e vale revisitar as premissas.

    Um software de relatórios imobiliários bem implantado tem uma vantagem discreta nesse processo: ele permite medir, doze meses depois, se as premissas se confirmaram. Poucos investimentos em tecnologia oferecem essa prestação de contas, e é ela que justifica a renovação da licença, não a apresentação de vendas.

    Se quiser construir esse cálculo com os números do seu portfólio, combinando contratos, vendas dos locatários e fluxo de visitantes em uma única base, fale com a equipe da Vemco Group e traga o seu rent roll: o primeiro passo é medir o que está vazando hoje.

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