A cena repete-se em quase todas as reuniões de renovação contratual: o lojista afirma que o movimento caiu 15% e exige redução de renda. A equipa de leasing responde com a perceção de que o corredor está mais movimentado do que nunca. Ninguém tem números que ambos aceitem — e a negociação transforma-se num braço de ferro baseado em impressões. Este é, na prática, o problema que uma boa plataforma de analytics para shopping centers resolve. E é também o critério que deveria orientar a escolha: não a lista de funcionalidades no folheto comercial, mas a capacidade de produzir dados que lojista e proprietário aceitem como base contratual.
A maioria dos processos de compra falha porque começa pela tecnologia. Sensores 3D, Wi-Fi tracking, câmaras com IA — tudo interessante, nada decisivo. As perguntas que realmente separam fornecedores são outras:
Se um fornecedor não consegue demonstrar cada um destes casos com um cliente real, está a vender contagem de pessoas, não analytics. A diferença de valor entre as duas coisas é enorme — e o preço raramente reflete isso de forma honesta em nenhuma das direções.
Quase todos os fornecedores afirmam "mais de 95% de precisão". Poucos aceitam colocá-lo no contrato. A distinção importa porque a precisão real depende de condições que variam de entrada para entrada: iluminação, altura do teto, portas giratórias, grupos que entram lado a lado, carrinhos de bebé. Um fornecedor sério distingue entre o mínimo que garante contratualmente e o desempenho típico. A título de referência, a Vemco garante contratualmente um mínimo de 96% de precisão, com valores típicos de 98–99% quando as condições de instalação o permitem — e é exatamente esse tipo de formulação que deve procurar. Desconfie de quem promete 99% em qualquer circunstância; quem já fez auditorias de contagem no terreno sabe que isso não existe.
Uma observação de quem já implementou dezenas destes projetos: peça sempre para saber como a precisão é validada após a instalação. A prática correta é uma contagem manual de verificação por vídeo, em vários períodos do dia, comparada com os dados do sensor. Se o fornecedor valida apenas na entrega e nunca mais, os números degradam-se silenciosamente — uma porta que passa a ficar aberta no verão, uma vitrine nova que altera o fluxo, e de repente está a negociar rendas com dados 8% errados sem o saber.
Contar visitantes nas entradas do centro é a parte fácil. O valor real aparece quando cruza esse tráfego com as vendas de cada lojista — e é aqui que a maioria das plataformas falha, porque a recolha de vendas dos lojistas é um problema operacional, não tecnológico. Centenas de lojas, dezenas de sistemas de POS diferentes, gerentes que mudam a cada seis meses e cláusulas de reporte que ninguém cumpre.
Avalie a plataforma por três capacidades concretas:
Se gere mais do que um ativo, a pergunta muda: já não é "quantas pessoas entraram", mas "porque é que o centro A converte melhor do que o centro B com o mesmo tenant mix". Isso exige uma plataforma que normalize dados entre localizações com layouts, fusos horários e moedas diferentes. Fornecedores que processam milhões de pontos de dados precisos por dia em portefólios internacionais já resolveram problemas de escala — feriados regionais, horários distintos, entradas múltiplas — que uma solução local vai descobrir à sua custa. Peça referências de operadores com portefólios semelhantes ao seu, não apenas lojas individuais.
A última pergunta é a mais reveladora. Um sistema de analytics para shopping centers vai, mais cedo ou mais tarde, ser usado como evidência numa negociação com dinheiro em cima da mesa. Nesse momento, o fornecedor deixa de ser um prestador de software e passa a ser a fonte da sua credibilidade. Escolha alguém que perceba esse peso — a experiência acumulada com milhares de clientes em contextos de retalho muito distintos nota-se precisamente nestas situações, quando os dados são contestados e têm de resistir ao escrutínio.
Se está a preparar um caderno de encargos para analytics no seu centro ou portefólio, vale a pena uma conversa antes de fixar os requisitos — muitos dos critérios que realmente importam, da validação de precisão à integração de receita dos lojistas, raramente aparecem nos concursos e custam caro quando descobertos tarde. Contacte a equipa da Vemco em vemcogroup.com/contact-us e mostramos-lhe, com dados reais de centros comparáveis, como estruturar a avaliação e o que exigir contratualmente a qualquer fornecedor — incluindo a nós.