Blog | Vemco Group

monitorização da qualidade do ar interior em universidades — CO2, Humidade e Janelas Abertas: Como os Sensores Elsys e a Vemco Mantêm os Edifícios Universitários Saudáveis e Seguros | Vemco Group

Written by Admin | 27 de ago. de 2026 07:18:32

Uma sala de aula com 60 pessoas atinge níveis de CO2 acima de 1.500 ppm em menos de 45 minutos quando a ventilação não acompanha a ocupação real. O problema não é falta de dados — a maioria dos campi já tem algum sensor instalado. O problema é que os dados de ambiente vivem num sistema, os dados de ocupação noutro, e a equipa de facilities só descobre que uma sala esteve sobrelotada e mal ventilada quando chegam as reclamações. A monitorização da qualidade do ar interior em universidades só produz decisões quando o CO2 e a humidade aparecem lado a lado com o número de pessoas que estavam efetivamente na sala naquele momento.

CO2 sem contexto de ocupação é apenas metade da história

Um valor de 1.200 ppm de CO2 numa sala pode significar duas coisas completamente diferentes. Se a sala tinha 12 pessoas e capacidade para 80, há um problema de ventilação — provavelmente um registo fechado, um filtro colmatado ou uma programação do AVAC desajustada. Se tinha 90 pessoas, o problema é de alocação de espaço: a turma deveria ter sido colocada num auditório maior. A resposta operacional é distinta, o responsável é distinto e o custo de resolver é distinto.

É exatamente esse cruzamento que os sensores Elsys, integrados na plataforma Vemco, permitem fazer. Os sensores medem CO2 e humidade em salas de aula, bibliotecas e gabinetes, e a plataforma apresenta esses valores juntamente com a ocupação real. A equipa de facilities deixa de perguntar "o CO2 está alto?" e passa a perguntar "o CO2 está alto relativamente ao número de pessoas presentes?" — que é a pergunta que efetivamente orienta a manutenção e o planeamento de horários.

A humidade merece a mesma leitura. Bibliotecas com acervo em papel são sensíveis a humidade relativa persistentemente acima de 60%, e gabinetes com humidade abaixo de 30% no inverno geram queixas de desconforto que consomem tempo da equipa de manutenção. Ter séries temporais de humidade por sala, e não apenas por edifício, permite localizar o problema antes de abrir um chamado genérico ao instalador do AVAC.

A janela aberta às 23h: um caso de uso subestimado

Quem gere edifícios universitários conhece a rotina: no fim do dia, alguém da segurança percorre corredores a verificar janelas. Num campus com dezenas de edifícios, isso são horas de trabalho por noite — e mesmo assim escapam janelas. Cada janela aberta durante a noite de inverno é energia de aquecimento desperdiçada, um risco de intrusão e, em caso de chuva, um potencial dano em equipamento ou pavimento.

A plataforma Vemco identifica exatamente qual janela ficou aberta após o horário de encerramento, para que a equipa saiba onde ir em vez de percorrer todos os corredores. Para o gestor de energia, isto tem um efeito secundário mensurável: janelas abertas em salas climatizadas são uma das fugas térmicas mais fáceis de eliminar, porque não exigem obra nem investimento em equipamento — apenas informação no momento certo, na pessoa certa.

E "momento certo" é literal: os alertas da plataforma Vemco podem ser enviados por app, e-mail, WhatsApp, SMS, webhook ou MQTT. Na prática, isto significa que o segurança de turno recebe a mensagem no telemóvel que já usa, enquanto o webhook ou MQTT alimenta diretamente o sistema de gestão técnica do edifício (BMS) sem intervenção humana. Equipas diferentes, canais diferentes, mesma fonte de dados.

O que aprendemos na implementação em campi reais

Uma observação de quem já instalou este tipo de projeto: o erro mais comum não está nos sensores, está nos limiares de alerta. Equipas que configuram um alerta simples de "CO2 acima de 1.000 ppm" em todas as salas acabam soterradas em notificações durante as semanas de exames e desligam o sistema por fadiga. O que funciona é diferenciar limiares por tipo de espaço e período letivo — um anfiteatro em época de aulas tolera picos curtos que seriam anormais num gabinete às 8h da manhã — e escalar os alertas: primeiro para o dashboard, só depois para o telemóvel, e apenas quando o valor persiste. Sem essa disciplina inicial, o melhor hardware do mundo vira ruído.

Outro ponto prático: a colocação do sensor importa. Um sensor de CO2 junto a uma porta que abre constantemente, ou por baixo de uma grelha de insuflação, produz leituras que subestimam a realidade da sala. Vale a pena investir uma semana num piloto por tipologia de sala antes de replicar a instalação em todo o campus.

Porque é que mais de 100 universidades seguiram este caminho

Mais de 100 universidades utilizam hoje a plataforma Vemco integrada com sensores Elsys para presença em postos de trabalho, ambiente e segurança. Três razões surgem de forma consistente nas conversas com estas instituições:

  • Neutralidade de hardware. A Vemco é agnóstica em relação a sensores. Universidades que já têm sensores instalados de projetos anteriores não precisam de os deitar fora; a plataforma agrega o que existe e acrescenta o que falta.
  • Conformidade de dados. A plataforma corre em AWS na região da UE, em Frankfurt — um requisito prático para departamentos jurídicos e de proteção de dados em instituições públicas europeias, que frequentemente bloqueiam projetos alojados fora da UE.
  • Um dashboard, três equipas. Facilities, segurança e energia trabalham sobre os mesmos dados, o que elimina as discussões habituais sobre "de quem é este problema".

Para quem também mede fluxo de pessoas: quando a contagem entra na equação, os números devem ser tratados com honestidade. O compromisso contratual da Vemco é um mínimo de 96% de precisão, tipicamente entre 98% e 99% quando as condições — iluminação, disposição do espaço, comportamento dos visitantes — o permitem. Ninguém deve prometer 99% garantidos em qualquer corredor de qualquer edifício.

De dados de ambiente a decisões de espaço

Há ainda um efeito de segunda ordem que vale a pena registar, ainda que brevemente: combinar dados de ambiente com ocupação baseada em contagem de pessoas é a fundação para alocar o espaço certo no momento certo. A sala cronicamente sobrelotada e a sala cronicamente vazia aparecem no mesmo relatório — e é aí que as decisões de horários, de renovação e até de fecho sazonal de alas inteiras deixam de ser intuição.

O ponto de partida, porém, é mais simples: saber, sala a sala, se o ar que estudantes e docentes respiram corresponde ao número de pessoas presentes — e saber, à noite, qual janela ficou aberta antes de o frio, a chuva ou a fatura de energia darem a notícia.

Quer ver como a monitorização da qualidade do ar interior em universidades funcionaria nos seus edifícios, com os sensores que já tem instalados ou com um piloto Elsys num edifício de teste? Fale com a equipa da Vemco e peça uma demonstração com dados reais de CO2, humidade e ocupação — configurada para o seu campus, não para um caso genérico.