Em março de 2023, a Irisys anunciou o fim de venda e o fim de vida da linha Vector 4D, citando pressão econômica e o aumento no custo de componentes. O suporte limitado para clientes existentes terminou em março de 2024. E, no entanto, se você gerencia um estate de sensores Irisys hoje, sabe de algo que os comunicados oficiais não capturam: esses dispositivos continuam contando. Mais de 500.000 unidades foram implantadas mundialmente ao longo dos anos, e uma parcela enorme delas segue em operação, produzindo dados todos os dias — em muitos casos, sem nenhum sinal de degradação de hardware.
Isso cria um dilema orçamentário real. Substituir um estate de 200, 500 ou 2.000 sensores térmicos não é uma decisão trivial: envolve custo de hardware, escadas, técnicos, janelas de instalação fora do horário comercial, recalibração e o risco de quebra de série histórica de dados. Quando o hardware ainda funciona, arrancar sensores perfeitamente operacionais do teto para instalar equipamento novo é, com frequência, a pior alocação possível de capital.
Vale separar os fatos. A Irisys — InfraRed Integrated Systems, fundada em 1996 perto de Northampton, no Reino Unido, e adquirida pela Fluke Corporation em 2012 — construiu uma reputação sólida com as séries IRC, Gazelle, Gazelle 2 e Vector 4D. O que acabou foi a venda de novas unidades e o suporte do fabricante. O que não acabou foi a capacidade dos dispositivos de contar, nem a possibilidade de gerenciá-los, monitorá-los e extrair valor deles através de terceiros que conhecem a tecnologia profundamente.
É aqui que a distinção entre "fim de vida do fabricante" e "fim de vida útil do equipamento" importa para quem assina o orçamento. Sensores térmicos de contagem não têm partes móveis, não dependem de iluminação ambiente e foram projetados para rodar anos sem intervenção. O risco real do seu estate hoje não é o sensor falhar amanhã — é ficar sem quem responda quando um dispositivo perder configuração, quando o firmware precisar de atenção ou quando a rede da loja mudar e o sensor parar de reportar.
Quem já operou um estate Irisys em escala sabe onde a dor aparece primeiro: não é no sensor em si, é na visibilidade. Um Vector 4D que para de enviar dados numa loja em Manaus ou no Porto não avisa ninguém. Sem uma camada de gestão remota, você descobre a falha semanas depois, quando alguém do time de operações questiona por que a taxa de conversão daquela loja despencou — e aí a série de dados já tem um buraco que nenhum relatório vai preencher. Na prática, a maioria dos "sensores com defeito" que os implementadores encontram em campo não tem defeito nenhum: são mudanças de VLAN, trocas de switch, DHCP renovado ou um reboot de infraestrutura de TI que ninguém comunicou ao time de contagem.
Por isso, a pergunta certa após o fim de vida não é "quando trocamos os sensores?", mas "quem cuida deles agora?". A resposta determina se o seu estate continua sendo um ativo ou vira um passivo silencioso.
O Vemco Group, fundado na Dinamarca em 2005, foi parceiro da Irisys por mais de 15 anos e continua suportando dispositivos Irisys na sua plataforma — não como gesto de cortesia, mas como parte central da operação. O Estate Manager está totalmente integrado à plataforma Vemco para acesso e controle remoto de dispositivos Vector 4D e Gazelle. Na prática, isso significa:
Esse último ponto merece honestidade: nenhum fornecedor sério promete 99% de forma incondicional. Um Vector 4D bem instalado sobre uma entrada padrão entrega precisão excelente; o mesmo sensor sobre uma entrada com carrinhos de bebê em fila, portas giratórias ou fluxo cruzado de corredor exige ajuste fino. Precisão é resultado de instalação, calibração e auditoria periódica — não apenas do hardware.
Aqui entra a vantagem de uma plataforma agnóstica em relação ao sensor. O Vemco suporta Xovis, Milesight, Elsys, Hikvision, Axis e Irisys na mesma plataforma. Isso permite uma estratégia de substituição gradual: quando um dispositivo Irisys individual chega ao fim físico da sua vida, ele é trocado por um sensor moderno naquela posição específica — e os dados continuam fluindo para o mesmo relatório, com a mesma metodologia de precisão. Nada de "big bang" de substituição do estate inteiro, nada de duas plataformas rodando em paralelo, nada de reeducar o time de operações.
Para quem faz planejamento orçamentário, essa abordagem transforma um CAPEX concentrado e imprevisível em um custo de reposição distribuído ao longo de anos, guiado por falha real e não por calendário arbitrário. É a diferença entre planejar substituição por evidência e planejar por medo.
Três ações práticas para quem gerencia um estate Irisys hoje:
O fim da Irisys como fabricante não precisa ser o fim do seu investimento. Sensores que contam com precisão hoje continuam sendo ativos válidos amanhã — desde que alguém os gerencie. Se você opera um estate Irisys e quer suporte para contadores de pessoas Irisys com gestão remota, garantia contratual de precisão e um plano de substituição gradual quando fizer sentido, fale com a equipe do Vemco Group em vemcogroup.com/contact-us e mantenha os seus sensores contando.